terça-feira, 13 de setembro de 2011

Para mim restou a palavra
truncada, inaudita, imprecisa...
e o silêncio de um calar
insensato que se faz por dor
ou cansaço de falar

palavra que nada pode
contra um sem fim
de ouvidos desatentos
em diálogos de pedra
semeando escuridão

palavra que se contorce
quase sem força
quase sem ar
no descompasso
cardíaco do existir

palavra sem a pretensa razão
balbuciada como reza
bálsamo inefável
aurora mágica
de um plano inexplicável

para mim restou a palavra
translúcida,
insípida,
imprecisa...
e o silêncio
de um vazio que não cala

Um comentário:

Larissa Marques disse...

isso é tão meu, que é tão nó, que é tão calo, bom ler você...